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Vivemos um tempo de profundas transformações. Na economia, nas relações internacionais, nas comunicações, nas tecnologias. Tempo de mudanças aceleradas que tendem a se intensificar. O mundo pós-globalização apresenta ascensão de nacionalismos, desafios à hegemonia norte-americana, declínio relativo europeu, reafirmação militar russa e avanço econômico chinês sem precedentes. Com o Brasil e o restante da América Latina, neste momento, em crise. Mundo que, de qualquer maneira, integrou-se e vive, na internet, nas transações econômicas e agora com a eclosão de uma perigosa pandemia, manifestações dessa integração. Mundo que vê em muitos países a elevação da desigualdade econômica, o crescimento do extremismo xenófobo de direita e do irracionalismo e o desafio imposto pelas questões ambientais, em especial a mudança climática, como sérias ameaças à humanidade. Outra ameaça, também muito grave, representada pelas armas nucleares, se vê acentuada pelo avanço tecnológico destas armas, pela possibilidade do fim dos tratados que regularam a sua posse desde a Guerra Fria, e pelas provocações militares entre as potências, em especial entre EUA e Rússia.

Contudo este mundo vê também o importante movimento contra o racismo, as reivindicações e o espaço cada vez maior ocupado pelas mulheres e as conquistas das minorias, a despeito de todas as dificuldades e do caminho ainda longo a ser percorrido para a efetiva igualdade de direitos.

Tendo em vista todos estes aspectos, ressaltamos a importância da informação e do debate. Entendemos como fundamental a reflexão, o senso crítico, a perspectiva científica, aquilo que privilegia o conhecimento e o debate inteligente, fundamentado. É nisso que acreditamos no América Latina. É nisso que apostamos, ao publicarmos artigos que analisam especialmente questões relevantes da conjuntura político-econômica, com destaque para a internacional, promovendo análises aprofundadas e que instiguem o pensar. Os colaboradores deste projeto, professores e pesquisadores de universidades brasileiras, de outros países latino-americanos e de uma universidade europeia, dedicam a vida à docência, à pesquisa e ao debate científico.

Esta iniciativa, contudo, tem custos e o América Latina é um projeto independente. Por isso, pedimos a sua colaboração. Com a sua assinatura e com o apoio dos nossos leitores, seremos capazes de manter e quem sabe até ampliar a nossa capacidade de publicação. Há muito o que fazer. Contamos com você nessa caminhada para seguirmos adiante.

Muito obrigado pelo seu apoio.

Wagner Sousa
Editor